Finais de semana nos oferecem muitas oportunidades de "diversão", entre elas, passear no shopping é a saída perfeita para uma tarde entediante. Pela falta do que fazer comecei a premabular pelo lugar, e encontrei umas obras de arte expostas, que em minha opinião não passavam de rabiscos e manchas coloridas que era postas no mercado por um preço absurdo que chegava no mínimo à mil reais. Não conseguia achar uma explicação do porque os artistas jogavam tintas em uma tela e diziam que era uma obra de arte primorosa. Claro que cada uma com seu conceito de arte, mas pensava que conseguia fazer melhor.
Minha prima acabou por levar um quadro que expunha uma foto de um livro que repetia a palavra “persévérance”, que em português queria dizer perseverança. Guardei para mim o desprezo pela falta de criatividade, e de vez em quando ria sozinha imaginando que o artista estava sem inspiração, mas perseverou e conseguiu fazer uma repetição chata virar “obra de arte”. Mas a vida é cheira de ironias, e a noite eu fui fazer minhas lições de casa, que incluía uma produção textual. Minha cabeça borbulhava e idéia e de tantas idéias acabou que não consegui achar a inspiração certa, digamos assim.
Músicas, piadas, jornais, livros, tentei tudo que podia para conseguir uma inspiração, ou a inspiração certa. Nada me vinha em mente, e mesmo com inicio, meio e fim na cabeça, não conseguia transferir para o papel. Uma verdadeira falta de inspiração. Lembrei-me do meu julgamento mais cedo, do artista sem inspiração. Pensei em começar a repetir a palavra “repentir”, arrependimento em francês, mas com certeza não era uma boa idéia. Com minha cabeça dura, neguei-me a aceitar, mas estava com inveja do “artista”, que podia repetir uma palavra, tirar uma foto, expor sua obra de arte, ser chamado de artista, e ainda iria ganhar dinheiro. Para um pseudo-artista, ele estava muito melhor do que eu.
Uma cronicazinha que eu fiz ano passado... Não sei se está boa, mas espero que gostem.
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