sábado, 15 de outubro de 2011

Sou uma metamorfose ambulante que desistiu do ouro de tolo

Não sei o que rege essa sociedade na qual vivemos. Na verdade, eu bem sei, mas não aceito. E, senhores leitores, tenho muito orgulho de dizer que sou uma metamorfose ambulante, já que só adquiri essa minha visão de mundo recentemente. Muito melhor "do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Enfim, vim aqui "falar" de outra música do Raul Seixas, que é "Ouro de Tolo" (que tivemos o prazer de ver Sheila/Jamil/Kamilly apresentar). A estória é que depois da apresentação e de alguns acontecimentos que se desenrolaram ao longo do tempo, eu reavaliei a minha concepção de felicidade. 

Vamos às revelações. Sempre achei que felicidade estava intimamente ligada a dinheiro, e que eu seria a pessoa mais feliz do mundo com 30 anos, bolsa Louis Vuitton, sapato Loubotin e diamante da Tifanny (Gossip Girl influencia pra caramba, eu sei). Mas, então, eu descobri que eu posso ser bem mais feliz com cinco reais, que se traduz em baratíssimo, e amigos do que com um bolsa de dez mil reais. Veja, qual o propósito de dar dez mil reais em uma bolsa? Tanta gente passando fome. Além de desnecessário, não vai trazer felicidade nenhuma. Quem ficaria feliz em se desfazer de dez mil reais de uma só vez? Eike Batista, talvez daria em um cafezinho. Mas, eu não sou ele. E, com certeza, me divirto mais jogando WAR, CS, ou me jogando na areia. Ou seja, com coisas simples da vida. 

Claro que falo sobre eu. Esta é a minha concepção. Mas quem acha que encontrará algo de bom nesse tipo de coisa, quem sou eu para dizer o contrário? E quem é este alguém para afirmar? Na verdade, só o futuro revelará algo. E então, veremos quem conseguiu o verdadeiro ouro e o o ouro de tolo. 


P.S(1): Gostaria de destacar que boa parte desta minha mudança de concepção se deve aos momentos que venho passando com meus amigos. O baratíssimo não seria o mesmo sem vocês. E já adiantando o que o futuro dirá: Os verdadeiros amigos são os mais preciosos tesouros. 

P.S(2): Post dedicado à meus novos amigos KamillyHonorato, Paulo e Marcelo que são meus companheiros de almoço. À Maria Clara e Angel of Music que, juntamente comigo, se sentem felizes com Cup Noodles e filme pirata. E à Aellizon, que me deixa com muito medo diverte bastante com diálogos aleatórios. Todos são muito importantes para mim. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Er

       Você sabe o quão triste é perder alguém? Bem, eu sei. Claro que sei. Eu te perdi. Para ela, talvez. Não sei. Para o tempo? Pode ser. Para o nada há de convencer. Como pude para o nada te perder? Pois bem, não se perde algo que não se chegou a ter. 
       Você sabe o quão triste é perder alguém? Reformulo: Hei de saber. Não entendes? Te explicarei. Meu amor por ti há de padecer, meu maior companheiro verei desaparecer, adormecer. Mas e a ti? Nunca viestes a me pertencer. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

That's life


Hoje eu estava desabafando com a minha mãe, e, para falar a verdade, fiquei bem triste quando ela não entendeu. Bom, o desabafo se tratava da tristeza de não poder assistir à um show da banda da minha vida, The Beatles, no caso. O primeiro argumento dela foi que eu poderia ir à um show de Paul ou Ringo. Claro que ficaria super feliz, porém, como todo beatlemaníaco, sei que não será a mesma coisa... Faltará algo. John e George, no caso. Enfim, ela acabou com um discurso sobre como não podemos ter outros ídolos além de Deus. Mas, que Deus me desculpe, não há como explicar o que o quarteto de Liverpool representa para mim. Por isso que eu estou postando este vídeo, para tentar mostrar para vocês o décimo da importância que eles têm para mim. A estória não é a mesma, claro, até porque eu os "conheci" novinha, quando minha mãe cantava Yellow Submarine para eu dormir (mesmo que ela nem soubesse de quem era), e depois, na quinta série, ainda teve Hello Goodbye no CD do livro de inglês, que eu também gostei sem saber de quem era. Apenas a partir dos doze anos que eles passaram a embalar os melhores momentos da minha vida com She's Leaving Home, Julia, The Night Before, Eleanor Rigby e eu não irei fazer a lista das minhas favoritas, é imensa. 

Enfim, espero que gostem do vídeo. 


sábado, 1 de outubro de 2011

Sem Título


Copos vazios, mentes vazias. Mais uma dose era o que nos despertava. O álcool enchia o cérebro, em todos os sentidos. Um sorriso amarelo foi a faísca que os nossos cérebros alcoolizados pediam para explodir.
  - Por que as pessoas são infelizes?
A voz arrastada indicava o quanto de tequila ele teria que pagar.
- O que as move? 
Ignorei-o. Normalmente, soltaria minhas filosofias baratas e inúteis. E ele as aceitaria, guardando para si toda a repulsa que lhe causava a minha falta de moral. Mas hoje, logo hoje, prendi-me à melodia de sua voz. Maldito álcool que retirava da sua voz a vivacidade e sensualidade que me causava tanta volúpia. Sua voz morta, fria, alcoolizada era apenas mais um som que me torturava. Portanto, ignorei-o.
 - Não me ouves. Por que nunca me ouves?
 - Não me prendeste com essa sua falsa preocupação com os alheios. Se a infelicidade te preocupa, entrega teu corpo a alguma outra e farás uma pessoa feliz.
 - E outra infeliz.
 - Não pense na infelicidade. Pense na felicidade.
Ele virou seu copo de tequila.  E calmamente fixou seu olhar em mim. Ignorei-o mais uma vez e tentei brincar com minha meia rasgada. De qualquer modo, sentia que brincava com a representante da minha alma.
 - Lembras como nos conhecemos?
Tentei manter a expressão desinteressada. Inútil. Sorri meu sorriso mais cálido, assim como as lembranças eram. Há um ano, há 20m de onde estamos, e 2 dg/l a mais de álcool no sangue. Mais filosofia pura e orgasmos. Menos tédio e ignorância.
 - Lembro sim. Tu estavas leve como uma pena. Diferente de hoje, gordo imundo.
Menti. Ele não estava gordo. Mas sua alma, sua alma estava pesada. 
 - Tu não. Não mudaste. Teu gosto de cereja continua o mesmo. Sim, ainda és deliciosa.
 - Teu gosto de amor mudou.
Falei seca.
 - O que sentes agora?
 - És acido. E de tão ácido, corroeste o meu eu.
 - Não te preocupe, eu guardo teus restos comigo, sempre guardarei.
 - Por que guardas?
 - Porque tu também tens meus restos.
 - Não me preocuparia em recolher teus restos, para mim é melhor que te desfaças por inteiro.
 - Curioso. Curioso.
Ele murmurou. Eu perguntei.
 - Porque ainda falas? Não tens motivo suficiente para calar-te e ir-te embora.
 - Isto é curioso. Não poderia ir embora. Só sou completo ao teu lado.
Desisti de fazê-lo me odiar. Não conseguiria. Limitei-me a pedir mais uma dose. Mente vazia é habitação do mal. Não deixaria o amor tomar-me. Não agora.
Sim, agora.
 - Não. Não é curioso.
Falei.

Esse texto tá meio louco, mas mesmo assim eu postei. Espero que gostem, e não julguem. Todo mundo já começou um dia.
Ah! e o texto está sem título mesmo. Alguém tem alguma sugestão? 
Espero que só eu tenho percebido que o texto começou bem e depois decaiu na qualidade, mas tudo bem OIDFB

Beleza Inteligência


" (...) Mas a beleza, a verdadeira beleza acaba onde começa a expressão intelectual. A intelectualidade é em si mesma um exagero e destrói a harmonia de qualquer rosto. Desde o instante em que alguém se senta para pensar, torna-se todo nariz, ou todo fronte ou alguma outra coisa assim horrível. Repare nos homens que triunfaram nas profissões intelectuais. Como, de fato, são horrendos! Exceto, naturalmente, na Igreja. Mas, na Igreja, ninguém pensa. Aos oitenta anos de idade, um bispo repete o que lhe ensinaram a dizer aos dezoito, e a consequência natural é que tem sempre um aspecto absolutamente delicioso."

Eu estava "folheando" O Retrato de Dorian Gray e achei este fragmento. 
Logo me chamou a atenção, já que compartilho da mesma ideia. 
Enfim, achei bem inteligente tanto a relação beleza-inteligência, 
quando a relação inteligência-religião. 
Mas já era de se esperar de Oscar Wilde.