" (...) Mas a beleza, a verdadeira beleza acaba onde começa a expressão intelectual. A intelectualidade é em si mesma um exagero e destrói a harmonia de qualquer rosto. Desde o instante em que alguém se senta para pensar, torna-se todo nariz, ou todo fronte ou alguma outra coisa assim horrível. Repare nos homens que triunfaram nas profissões intelectuais. Como, de fato, são horrendos! Exceto, naturalmente, na Igreja. Mas, na Igreja, ninguém pensa. Aos oitenta anos de idade, um bispo repete o que lhe ensinaram a dizer aos dezoito, e a consequência natural é que tem sempre um aspecto absolutamente delicioso."
Eu estava "folheando" O Retrato de Dorian Gray e achei este fragmento.
Logo me chamou a atenção, já que compartilho da mesma ideia.
Enfim, achei bem inteligente tanto a relação beleza-inteligência,
quando a relação inteligência-religião.
Mas já era de se esperar de Oscar Wilde.
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